segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Soneto da Fidelidade (Vinicius de Morais)


De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

2 comentários:

  1. Oi Luiz,

    Esse poema é algo para se refletir em vários instantes de nossa vida... Pois é uma perfeita sintonia para o ato de amar, não somente uma pessoa mais a vida que temos ou levamos...
    Assim deixo aqui uma reflexão...
    Afinal o que buscamos o imortal ou o infinito?

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